| O objetivo deste trabalho é discutir a insalubridade das profissões de"ajuda ao outro"e a relação entre o estresse do terapeuta e o abuso profissional. A autora questiona se a escolha da profissão é realmente uma escolha ou um destino anunciado desde a infância, através das disfuncionalidades da família primária do psicoterapeuta. São também discutidas outras forças sistêmicas que atuam sobre os profissionais destas áreas, tais como: pressões advindas do cliente e de sua patologia, condições adversas de trabalho, má inserção sociométrica do profissional, demandas de afeto e atenção da família atual, pressões da família de origem, etc. A necessidade do psicoterapeuta advogar em causa própria e cuidar bem de si mesmo é enfatizada enquanto condição"si ne qua non"para realmente"ajudar o outro". |